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HQ oragos de pedra
o massacre do rodeador-1820

Em agosto de 1822, um mês antes do grito do Ipiranga, o príncipe regente, Pedro de Alcântara, lançou um manifesto às províncias do Brasil, conclamando-as a aderirem ao seu movimento de Independência. O futuro do Brasil inevitavelmente seria a liberdade, e na busca pela manutenção da unidade territorial, o texto do manifesto evidenciava feitos e fatos heroicos de cada província. No entanto, ao se dirigir aos pernambucanos, famosos pelas contendas contra o poder da coroa lusitana, o futuro imperador cita: “Recordai-vos, pernambucanos, das fogueiras de Bonito”.

 

Mas afinal, o que são as fogueiras de Bonito? O que elas representam no processo de independência? A frase ainda busca sua compreensão total e o mergulho no tema pode revelar interessantes camadas de nosso passado.

 

Para contar essa história de forma lúdica, o artista plástico Marcelo Julio se debruçou sobre essa história e criou a primeira HQ que narra a história da comunidade sebastianista do Paraíso Terreal. Oragos de Pedra é obra ficcional no formato de HQ que mergulha no episódio histórico do massacre do Rodeador ocorrido em 1820 no agreste pernambucano. A HQ conta a história da comunidade formada por homens e mulheres que acreditavam no retorno do rei lusitano morto no século XVI como forma de inaugurar um tempo de justiça; a comunidade reunia prosélitos de todo nordeste que migravam para ali em busca de esperança, terra e alimento.

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A HQ Oragos de pedra também esteve presente nas escolas estaduais de Bonito-PE com ações de divulgação e rodas de conversa com produtor, autor e ilustrador da história em quadrinhos.

As fogueiras de bonito

O episódio a que Pedro se refere trata-se do Massacre do Rodeador, ocorrido em 1820 em uma região rural do agreste central pernambucano. Ali havia uma comunidade de pessoas livres que não possuíam terras para alimentar sua gente. Viviam num país colonial, marcado pela violência da exploração das riquezas e do trabalho humano. Não possuíam muita perspectiva de vida fora daquele arraial onde podiam plantar, colher e se alimentar.

“Paraíso Terreal” foi a primeira comunidade sebastianista em território pernambucano. Difundido em Portugal provavelmente a partir das trovas de Bandarra, o sebastianismo foi um movimento profético que surgiu como consequência do desaparecimento do rei D. Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir, o que gerou uma crise de sucessão no trono lusitano. O mito atravessou o oceano atlântico e durante séculos encontrou terreno fértil no Brasil. 

A vida no arraial  gravitava em torno da crença do retorno encantado do rei lusitano Dom Sebastião. Afirmavam que sua volta estabeleceria um tempo de justiça social. Aquele que não havia onde plantar, teria terras em abundância para lavrar e cultivá-las. A esperança era alimentada pela indiferença da coroa lusitana aos dramas do cotidiano da colônia brasileira. Numa província inflamada por movimentos de libertação, o peso da punição real era pesado. Temendo que o arraial de pobres sertanejos fosse uma célula de insurretos do movimento da Revolução pernambucana de 1817, o governador Luis do Rego Barreto ordenou o desbaratamento do povoado.

Numa noite de outubro de 1820 a comunidade é atacada por tropas da coroa lusitana. Os sertanejos encontram-se em oração à espera do retorno do rei. A noite é trágica, mortos no breu da madrugada. Ao nascer do sol, os corpos são empilhados e incendiados num imensa fogueira. Os sobreviventes são levados a pé até o Recife onde são abandonados à própria sorte.

A história de Pernambuco está repleta de episódios significativos que moldaram a identidade e a luta por independência do estado. O Massacre do Rodeador é um desses eventos cruciais, que, embora frequentemente negligenciado, desempenhou um papel fundamental nas complexas lutas políticas e sociais que moldaram a região.

 

A produção da HQ reconhece a importância de trazer à tona as memórias e narrativas esquecidas em solo pernambucano, fazendo emergir a necessidade de resgatar e disseminar um episódio histórico marcante ocorrido no interior pernambucano durante o século XIX.

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Conheça o canal do rodeador
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Assista a websérie que narra este episódio no nosso canal no YouTube. Lá você encontra uma série de vídeos que valorizam e promovem as tradições e culturas populares do interior do Brasil.

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