
Que bandeira bonita!
que bandeira é essa?
O documentário “Que bandeira bonita! Que bandeira é essa?” realiza um mergulho na história e cultura de Minas Gerais, explorando a descoberta de uma preciosa relíquia escondida em uma capela do século XVIII. Esta relíquia é uma bandeira de mastro usada em festividades de Reinado desde o século XIX, uma manifestação cultural profundamente enraizada nas tradições afro-brasileiras.
A bandeira, além de seu valor histórico, traz consigo um significado especial. Ela apresenta duas figuras sacras, São Benedito e Santa Efigênia, os santos de devoção das irmandades negras no Brasil colonial. No centro da imagem está N. Sra. do Rosário segurando o menino Jesus em seus braços, ambos negros. Essa bandeira é um elo que sustém as manifestações contemporâneas do congado às suas raízes ancestrais.
A produção foi realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo através de edital da Secretaria de Turismo e Cultura do estado de Minas Gerais e suplementado com recursos da LPG de Ouro Preto-MG




Este vídeo narra a emocionante história da descoberta da bandeira na capela do século XVIII, trazendo especialistas para fornecer insights sobre sua origem e importância. Além disso, o filme apresenta depoimentos tocantes de membros da comunidade, capitães das guardas de Congo e Moçambique do bairro Alto da Cruz, revelando a profunda conexão entre essa bandeira e a herança cultural que ela representa.
Ficha técnica
Direção Geral: Kedison Guimarães
Roteiro: Anderson Valfré
Edição: Eliel Nascimento
Texto e Narração: Olívia Coelho
Captação de vídeo e áudio: Lindoberg Campos/Matheus Aredes
Imagens drone: @drone.360
Gravação de áudio: Estúdio Marquinho Aniceto
Produção: Rodeador Cultural
Promoção: Amirei/Viva Ouro Preto
Ancestralidade presente
Este documentário investiga a trajetória de um artefato singular da cultura mineira: uma bandeira processional feita de ferro, datada do período colonial. A peça, que traz representações iconográficas de São Benedito, Santa Efigênia e Nossa Senhora do Rosário, foi redescoberta em uma capela do século XVIII em Ouro Preto e, após ser dada como desaparecida, foi recuperada e restaurada.
A narrativa documenta o processo de reintegração desta relíquia ao seu contexto original: as festividades do Congado no bairro Alto da Cruz. O documentário acompanha o relato dos membros envolvidos em sua recuperação e o retorno da bandeira às mãos da comunidade, destacando seu papel não apenas como objeto litúrgico, mas como documento material da presença e da organização das irmandades negras na região.
Mais do que o registro de um objeto, a obra aborda a importância da cultura material na manutenção da memória coletiva. O documentário discute como a preservação de itens físicos é fundamental para evitar o apagamento de tradições orais diante das transformações urbanas e sociais contemporâneas.
Ao registrar a história deste estandarte de ferro, o projeto busca salvaguardar elementos fundantes da identidade cultural de Minas Gerais, garantindo o acesso público à história das manifestações afro-brasileiras que moldaram o estado.

Galeria de bastidores













